sexta-feira, 19 de março de 2010

Nova Classificação de países por perseguição


 A presente Classificação de países por perseguição foi produzida com base em eventos decorridos entre 1º de novembro de 2008 e 31 de outubro de 2009. Portanto, os meses de novembro e dezembro de 2009 não foram considerados para esta edição.
A Classificação de países por perseguição é compilada a partir de um questionário de 50 perguntas que cobrem vários aspectos da liberdade religiosa. Às respostas são atribuídos pontos, dependendo da resposta obtida. O total de pontos por país determina sua posição na Classificação.
O critério de seleção é resultado de um questionário específico desenvolvido com perguntas padronizadas sobre: a situação legal dos cristãos no país; a atitude do regime político em relação à comunidade cristã; a liberdade da Igreja para organizar eventos; o papel da Igreja na sociedade; o tratamento de cristãos considerados individualmente; e outros fatores limitadores da vida de igrejas e cristãos.
O Cazaquistão saiu da Classificação não porque a situação melhorou, mas porque outros países tiveram uma piora na questão da liberdade religiosa. Isso pode mudar se o Cazaquistão implementar leis mais resistentes à religião no futuro.

OS DEZ MAIS
1. Coreia do Norte
Na primeira posição da nova Classificação está novamente a Coreia do Norte, o país em que toda atividade religiosa é vista como uma rebelião aos princípios socialistas que imperam. A situação dos cristãos é extremamente aguda neste momento, embora o regime norte-coreano esteja deixando aos poucos a mão-de-ferro com a qual controlava a sociedade.
Pela mobilização de cada recurso do poder, A Coreia do Norte tenta manipular a sociedade a fim de exterminar atividades cristãs, e usa todos os meios de poder para isso. Foram feitas pesquisas, e descobriu-se muitos cristãos secretos no país.foram expostos durante pesquisas estritas da Coreia do Norte. Diz-se que os cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas.
Apesar dessa situação desumana, A Igreja está florescendo, e aumentam também as chances de pregar o evangelho, especialmente para aqueles que vivem em cidades perto da China.

2. Irã
Neste ano, o Irã ultrapassou a Arábia Saudita e está agora na segunda posição.
O número total de pontos registrados diminuiu devido à ausência de relatos de cristãos assassinados. A onda de prisões que começou em 2008 continuou com a mesma força ao longo de 2009, com cerca de 85 cristãos presos. Acredita-se que o governo usam as detenções para tirar a atenção da população quanto aos problemas internos, como o tumulto causado depois da reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho.A maior parte dos presos foi maltratada na prisão. Embora a maioria tenha sido libertada, os processos continuam pendentes e os cristãos podem ser condenados a qualquer momento.
Muitos dos que foram libertados estão sob observação e sofrem ameaças. As detenções causaram o grande medo entre os cristãos. Algumas igrejas foram fechadas em 2009, e o motivo primário foi o fato de ex-muçulmanos frequentarem os cultos. O islã é a religião oficial no Irã, e todas as leis devem ser compatíveis com a interpretação oficial da sharia (lei islâmica). Embora os cristãos de origem armênia e assíria sejam uma minoria religiosa reconhecida, eles relataram que alguns dos seus foram detidos, vítimas de abuso físico e discriminados. Essas igrejas têm permissão para fazer cultos em sua própria língua, mas são proibidas de ministrar aos muçulmanos que falam o persa, idioma oficial do Irã. Segundo a sharia, qualquer muçulmano que deixar o islamismo enfrenta a pena de morte. Algumas igrejas têm a polícia secreta vigiando seus cultos. Aqueles que são ativos em suas igrejas ou grupos domésticos estão sob pressão. São interrogados, presos e agredidos.
Além da pressão das autoridades, os cristãos também enfrentam a pressão da sociedade.

3. Arábia Saudita
A Arábia Saudita foi da segunda posição para a terceira. Isso não significa que a situação da liberdade religiosa no país tenha melhorado. O número menor de pontos foi causado pela ausência de relatos de cristãos assassinados ou agredidos. Houve só um caso de prisão: um pároco estrangeiro sentiu-se obrigado a abandonar o país depois de receber ameaças de morte, algumas da própria mutaween, a polícia religiosa saudita.
Não há liberdade religiosa existe no reino saudita, onde só se permite que cidadãos tenham uma religião: o islamismo. Não há garantias legais de liberdade religiosa. O sistema legal é baseado na sharia (lei Islâmica). A apostasia (converter-se a outra religião) é punível com morte se o acusado não se retratar.
Embora o governo reconheça o direito dos não-muçulmanos de cultuar em particular, o culto público não-muçulmano é proibido. Os não-muçulmanos que realizam tais atividades correm risco de serem detidos, açoitados, deportados e, às vezes, torturados. Ex-muçulmanos também correm risco de serem mortos pelos próprios parentes, para limpar o nome da família.

4. Somalia
Durante o período coberto pela reportagem, a situação na Somália piorou. As forças etíopes deixaram o país em janeiro de 2009, e Sheikh Sharif Sheikh Ahmad, da Aliança pela Reliberação da Somália, foi feito presidente pelo parlamento do governo provisório.
Em abril de 2009, o parlamento aprovou unanimemente a adoção da sharia (lei islâmica), esperando assim obter o apoio da população, distanciando-a das milícias islâmicas que lutam pelo controle da nação.
Os cristãos são monitorados pelo governo e pelas milícias. O grupo extremista al-Shabaab está caçando os cristãos, e recebemos relatórios de menos 11 assassinatos. Outros foram raptados, presos ou agredidos.
A Constituição provisória provê liberdade religiosa, mas na prática, esse direito é pouco respeitado, porque a Constituição também estabelece o islamismo como a religião nacional, e afirma que as leis não podem contradizer o islamismo.
A maioria dos cristãos vive no sul da Somália. Eles estão em pequeno número, são severamente perseguidos e praticam sua fé em segredo, em condições extremamente perigosas. Outros cristãos somalis vivem como refugiados em países vizinhos.

5. Maldivas
No arquipélago das Maldivas, o islamismo é a religião oficial e todos os cidadãos devem ser muçulmanos. A perseguição aos cristãos nas Maldivas é sistemática: a legislação proíbe a prática de qualquer religião exceto o islamismo; o governo considera-se o protetor e defensor da religião; as igrejas são proibidas; a importação de materiais cristãos é proibida; a discriminação de não-muçulmanos é total; o controle social é enorme e os maldívios concordam com a suspensão de qualquer religião que não seja o islamismo.
No país – um dos menos evangelizados do planeta – há apenas um punhado de cristãos maldívios, que praticam a sua fé particularmente, temendo ser descoberto.
Não há registro de ex-muçulmanos mortos por apostasia nas Maldivas.
Não houve melhora na liberdade religiosa no país durante o período coberto pela pesquisa. Houve dois relatórios sobre estrangeiros cristãos que foram deportados depois se encontrou materiais cristãos em sua bagagem.

6. Afeganistão
Ser cristão no Afeganistão ainda é difícil, em particular porque a Constituição é baseada em princípios Islâmicos. Além disso, o islamismo é a religião estatal e as leis não podem contradizer essas crenças religiosas.
O amo de 2009 foi duro para a Igreja, uma vez que o islamismo aumentou sua influência com a expansão do Talebã em muitas províncias. O Talebã ameaçou imigrantes, agentes sociais cristãos e a igreja local.
A pressão da família e da sociedade é ainda imensa. Quem não esconde sua conversão ao cristianismo é ameaçado até de morte pelos parentes. As ameaças têm o objetivo de trazer angústia, medo e de forçá-los a renunciar a nova fé. Em alguns casos, os novos recém-convertidos são hostilizados e há casos de sequestro. Além disso, eles enfrentam discriminação na escola, no trabalho e nos serviços públicos. Consequentemente, muitos preferem não expressar publicamente sua fé em Cristo, nem se sentem seguros para se reunir com outros irmãos.
As informações que recolhemos não indicaram assassinatos religiosos. Apesar de toda a dificuldade, a Igreja está crescendo no Afeganistão.

7. Iêmen
O Iêmen continua na sétima posição, mas o total de pontos aumentou. Em 9 de junho passado, agentes de saúde cristãos estrangeiros foram raptados por homens armados. Depois de alguns dias, os corpos de três deles foram encontrados, horrivelmente mutilados. O destino dos outros seis ainda permanece desconhecido. Durante o período coberto pela reportagem, houve um aumento na apreensão de materiais cristãos.
A Constituição iemenita garante liberdade religiosa, mas também declara que o islamismo é a religião estatal e que a sharia é a fonte de toda a legislação. O governo permite que imigrantes pratiquem sua fé, mas os cidadãos iemenitas não podem se converter a qualquer religião. Ex-muçulmanos podem sofrer pena de morte se forem descobertos.
Pregar a muçulmanos é proibido. Os que se convertem encontram a oposição das autoridades e também de grupos extremistas, que ameaçam os “apóstatas" de morte, se não se retratarem.

8. Mauritânia
A situação na Mauritânia deteriorou-se gravemente em 2009 devido ao assassinato de um agente social cristão em junho de 2009; à prisão e de 35 cristãos mauritanos no mesmo mês; e a detenção de um grupo de 150 cristãos subsaarianos em agosto, por realizar seu próprio culto (essas reuniões só são permitidas a algumas igrejas católicas e protestantes).
A autoria do assassinato foi reclamado pela al-Qaeda no Magreb, um grupo terrorista da origem argelina ligado à al-Qaeda. A polícia, entretanto, foi responsável pela detenção e tortura dos cristãos mauritanos e subsaarianos.
A Constituição do país o define como república islâmica e reconhece o islamismo como a religião dos cidadãos e do Estado. O governo limita a liberdade de religião proibindo a impressão e distribuição de materiais religiosos não-islâmicos e a evangelização de muçulmanos.

9. Laos
A igreja é relativamente pequena, mas continua a crescer. Há cerca de 200 mil cristãos, a maior parte pertence a minorias étnicas. Não houve melhora na liberdade religiosa do país em 2009.
A perseguição no Laos inclui algumas restrições na legislação. A atitude do governo é negativa e restritiva em relação aos cristãos – todos são estritamente vigiados por serem considerados agentes dos EUA para trazer a democracia ao Laos.
A Igreja não pode funcionar livremente e suas atividades sociais são limitadas.
Os cristãos são diminuídos na família e na aldeia. A pessoa que renuncia o culto a espíritos sofre grande pressão social.
Algumas vezes, os cristãos são detidos, e muitos experimentam abuso físico e emocional para renunciar a nova fé. Em 2009, dois cristãos foram mortos; outros 21 foram detidos sem julgamento.
Cristãos têm sido fisicamente agredidos regularmente, e um pequeno número de igrejas foi destruído ou danificado. Apesar do alto nível de perseguição no Laos, há muitas atividades não-registradas e a Igreja parece crescer.

10. Uzbequistão
A liberdade religiosa no Uzbequistão deteriorou-se durante o ano passado. A atmosfera ficou mais anti-protestante. Isso ficou evidente no aumento de invasões a cultos cristãos e no confisco de livros. Muitos cristãos foram presos e multados, líderes foram interrogados e sofreram abuso físico e mental em delegacias.
Parentes de cristãos usam o abuso físico para pressioná-los a se converter ao islamismo.
Outro sinal de mudança é o fato de as autoridades usarem os meios de comunicação para difamar os cristãos. Foi exibido um documentário na televisão, originalmente transmitido no maio de 2008, denominado “Nas garras da ignorância”. No filme, os cristãos são retratados de modo negativo, identificados com seitas e descritos como satanistas. Cristãos ativos na igreja foram acusados de drogar e dinheiro para atrair pessoas ao cristianismo. O programa também afirmou que a “seita protestante” tenta atrair crianças.
O documentário foi reprisado várias vezes, mais recentemente em setembro de 2009, e já foi lançado em DVD. O impacto foi intimidador, resultando em sentimentos anti-cristãos.
Apesar da perseguição, a Igreja no Uzbequistão continua a crescer. Muitos cristãos procuram formas de pregar o evangelho. Eles enfrentam muitos obstáculos – por exemplo, a pregação e o louvor na língua uzbeque são proibidos, e as comunidades não podem obter o registro. Sem ele, as reuniões são ilegais.

fonte: www.portasabertas.org.br

quinta-feira, 11 de março de 2010

Shockwave no Brasil supera o número do ano passado

 Milhares de pessoas orando juntas durante três dias. Esse foi o saldo do evento Shockwave, no Brasil, ocorrido no final de semana.  “Não temos palavras pra expressar nossa alegria com o Shockwave 2010”, comenta Daniele Moraes, coordenadora do ministério underground no Brasil.  “Ver milhares de jovens brasileiros unidos pra orar é algo maravilhoso e muito poderoso”, completa ela. O Shockwave acontece simultaneamente em vários países do mundo.
“Para sermos sinceras, o Shockwave 2010 superou nossas expectativas. Tivemos algumas dificuldades no caminho que não esperávamos. Então paramos tudo e, ao invés de nos corroermos de preocupação, nós decidimos praticar aquilo que é objetivo do Shockwave: orar. Pedimos a Deus para que Ele movesse o coração dos jovens desse Brasil para que olhassem a Igreja Perseguida com amor, e então Deus foi lá e fez. Cerca de 1900 jovens (mais que o dobro de inscritos do ano passado) se inscreveram no site para participar do evento; no twitter, a participação foi massiva, de modo que recebemos até atenção internacional (UG da Inglaterra). É maravilhoso sempre constatar que o que não podemos fazer, Deus faz. O Shockwave já havia sido planejado pelo próprio Deus, por isso não tinha como dar errado”, contam Daniele Moraes e Samanta Pimentel, coordenadoras do ministério underground no Brasil.

“A onda de oração não pode acabar depois deste fim de semana. Precisamos formar uma grande onda permanente de oração que irá crescer a cada dia até a volta de Jesus Cristo. Vamos continuar unidos, orando pela Igreja Perseguida. Muito obrigada a todos que participaram. Nós desejamos que você esteja com a gente e saiba que vamos orar por isso.”

Missão Portas Abertas

quinta-feira, 4 de março de 2010

Terremoto no Chile foi 100 vezes mais forte que o do Haiti

O terremoto de magnitude 8,8 que sacudiu o Chile neste sábado, dia 27, causou a morte de mais de 700 pessoas. A presidente chilena Michelle Bachelet, afirmou que o desastre afetou de alguma maneira cerca de 2 milhões de pessoas.

“As forças da natureza golpearam duramente nossa pátria e mais uma vez põem à prova nossa capacidade de enfrentar adversidades e ficarmos de pé”, declarou a presidente em um pronunciamento transmitido em cadeia de rádio e TV do país.

Segundo Bachelet, que sobrevoou de helicóptero as áreas atingidas neste sábado, o terremoto afetou 80% do país e há pelo menos 1 milhão de casas danificadas.

A energia liberada pelo terremoto deste sábado foi 100 vezes maior à registrada nos tremores do Haiti, no último mês. Atingindo a magnitude de 8,8 graus na escala Richter, o sismo foi o sexto maior já medido pelos cientistas. Se o terremoto do Haiti tivesse sido tão forte quanto, poderia gerar uma tsunami que varreria as ilhas do Caribe e atingiria boa parte da costa leste americana. Miami seria sacudida! A energia liberada pelo terremoto equivale a de 3 mil bombas de Hiroshima. A catástrofe só não foi mais trágica do que a do Haiti por duas razões: o epicentro foi relativamente distante dos centros urbanos, cerca de 90 km de Concepción, segunda maior cidade do país, enquanto o epicentro do terremoto do Haiti foi apenas a 15 km da capital, Porto Príncipe. O outro fator é a engenharia, uma vez que o Chile já tem um histórico de terremotos, e por isso, muitas construções são reforçadas. Os prédios na área de ocorrência do terremoto obedecem a índices severos de segurança, minimizando assim o número de vítimas fatais.

Após o terremoto, cerca de 48 tremores menores foram registrados no Chile, cinco deles de grande magnitude (acima de 6 graus).

O que será que está acontecendo com o mundo, afinal?

Alguns pregadores zelosos (e alguns tantos sensacionalistas) aproveitam tais catástrofes para enfatizar a proximidade do fim do mundo, como se terremotos nunca houvessem acontecido antes, ou pelo menos, com tamanha freqüência. Terremotos, bem como Tsunamis, Furacões, Tornados e outros cataclismos naturais, sempre ocorreram. Não se trata do fim dos tempos. No parecer de Paulo, o apóstolo, a criação geme como se estivesse com dores de parto. Poderíamos dizer que tais terremotos são como contrações de uma natureza prenha, prestes a dar a luz. Uma nova terra está a caminho. Os geólogos sabem disso. Nosso planeta está passando por uma reconfiguração, um reajuste, que abarca todo seu ecossistema. As placas tectônicas estão se ajustando, e isso tem seus efeitos colaterais. À medida que se aproxima a hora do parto, as contrações tendem a ficar mais intensas e freqüentes.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Shockwave 2010 – Uma onda em favor da igreja perseguida!!!


Cerca de 100 milhões de cristãos não tem o mesmo direito de ser livre em sua crença. Mesmo contestados, alvos de violência e preconceito eles não negam sua fé, pelo contrário, sua fé é a sua arma, é a ferramenta que faz com que eles possam prever dias melhores.

Países como a Coréia do Norte, Irã e Arábia Saudita lideram o ranking dos países em que os cristãos são perseguidos. Diante disso, cabe a igreja cumprir seu papel de corpo de Cristo, mãos e pés, braços estendidos em favor do próximo, mesmo que esse próximo esteja muito longe.

Shockwave significa “onda de choque”. Uma onda é uma boa representação para qualquer tipo de movimento (inclusive movimentos com uma mensagem de violência como visto no filme A Onda), e pra nós ela serve como uma forma de alcançar aqueles que nossas mãos não podem tocar. Uma onda de oração. Uma onda profética. Uma onda de clamor. Uma onda de ajuda.

O shockwave é uma onda de oração que acontece anualmente no primeiro final de semana de março. Essa onda reúne jovens de todo mundo para orarem pelos cristãos que estão sendo perseguidos por causa da fé.

Durante o evento, em mais de dez países do mundo, em todos os continentes, jovens se reúnem para orar formando, por causa dos diferentes fuso-horários, uma onda gigante de oração. Isto é SHOCKWAVE
SHOCKWAVE vem sendo realizado desde 2001 com cada vez mais adeptos! 

Em 2009 só no Brasil tivemos mais de 800 grupos de jovens reunidos para orar. Batemos o recorde de mais de 50 nações juntas orando pela Igreja Perseguida.

Cumprindo o que está escrito Hebreus 13:3 “Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles, dos que estão sendo maltratados, como vocês mesmo estivessem sendo maltratados” esse evento precisa nos despertar em fazer algo, tanto por esses que estão longe e também podermos ter a noção de quão livres somos para expressar as boas novas do Reino de Deus.

Em 2010 queremos causar um impacto ainda maior. Você pode fazer parte disso. Aceita o desafio? 
Então já marque a data do SHOCKWAVE 2010: 5 a 7 de março.

Fale com sua liderança, mobilize sua igreja, seus amigos. Não fique de fora dessa grande onda!
Você pode conferir mais informações sobre o Shockwave ao redor do mundo em http://www.odshockwave.org/index.php/br/ e receber informações da igreja perseguida pelas Missões Portas Abertas e no Twitter @underground_PA

AJUDE A DIVULGAR, PARTICIPE, E MOBILIZE A SUA IGREJA PARA PARTICIPAR DESSA ONDA DE ORAÇÂO POR AQUELES QUE SOFREM!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Apenas 2% são cristãos em Belém, cidade onde nasceu Jesus.

O número de cristãos em Belém, cidade considerada o local onde Jesus nasceu, está diminuindo. Há cem anos, cerca de 40% da população da cidade era cristã, agora são 2%.

E, de acordo com algumas previsões, os últimos cristãos deverão deixar a cidade antes de 2025.

"Creio que em alguns dos vilarejos o número de cristãos é zero", disse à BBC Simon Azazian, integrante da Sociedade Bíblica Palestina. "Em Birzavit, por exemplo, 100% eram cristãos, depois (a porcentagem) caiu para 60%, agora são 40% e esse número continua baixando."

Alguns cristãos dizem que esse êxodo se deve ao fundamentalismo islâmico.

"Eles introduzem em nossa cultura e na nossa sociedade uma visão da religião que não tem nada a ver com o nosso contexto e nem com a nossa história", disse à BBC o sacerdote luterano Mitri Raheb.

"Isto não é apenas uma ameaça para a comunidade cristã palestina, mas também para toda a sociedade palestina, já que tentam nos mandar de volta para a Idade Média", acrescentou.

Outros cristãos ressaltam que a decisão de ficar em Belém ou ir embora depende de vários fatores.

"Depende da situação política, que afeta a situação econômica", afirmou George Sa'ada, da Igreja Ortodoxa Grega.

"Antes, estimulávamos os jovens a ficar e trabalhar aqui, mas agora, lamentavelmente, não podemos obrigá-los a ficar porque querem ganhar a vida. Se não tem oportunidade aqui, claro que vão emigrar e procurar uma vida melhor fora", explicou.

Alguns temem que, dentro de 15 anos, os únicos cristãos de Belém serão os milhares de peregrinos que chegam durante o período de Natal.


Fonte: BBC Brasil


Está tudo errado. Na Europa a situação é lamentável também. O cristianismo está em franco declínio. Sobra dinheiro para os aviões de pastores, para as mansões de bispos, os templos faraônicos e os mega espetáculos. E as missões?

Será que o Reino precisa mesmo destes programas de noite inteira na TV, onde um falso evangelho é pregado para a "honra e glória" dos grandes pastores, enquanto o mundo é engolido pelo islã?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A lição de Jó, a Soberania de Deus e a tragédia no Haiti

Imagem: Jó, sua mulher e seus "amigos-da-onça"


Pastor Olavo Ribeiro

O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia e, apesar disso, ainda há pessoas que cometem a tolice de tentar explicar a causa de tragédias como a do terremoto no Haiti. Tornam-se verdadeiros “amigos de Jó” ou amigos-da-onça. O livro nos ensina que a melhor coisa que podemos fazer aos que sofrem é calar a boca, sentar e chorar com eles. Os amigos de Jó foram bem até este ponto (Jó 2:11-13). Quando começaram a tentar explicar o inexplicável, só pioraram a situação e entraram para a História como péssimos amigos.

Hoje, alguns líderes evangélicos tentam explicar a tragédia do Haiti e causam um estrago ainda maior à imagem que muitos fazem de nós: a imagem de que somos um bando de ignorantes que servem a um Deus vingativo.

Diante da tragédia do outro, o melhor modelo é o do samaritano (Lc 10:25-37), o modelo da misericórdia que socorre e não tenta explicar os porquês.

Eu, pessoalmente, creio que Deus é soberano sobre absolutamente tudo. Como harmonizar isso com as tragédias? Não sei. Não tento resolver esta equação porque a Bíblia não resolve. Na eternidade, talvez compreendamos. Enquanto isso, caminhemos por fé, chorando com os que sofrem e servindo-os com o propósito de aliviar a sua dor.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

intercessão de Fevereiro: Somália

Nós podemos ser parte do que Deus está fazendo no Mundo. E Ele conta conosco para isso. O pai tem nos Chamado para irmos às nações. Uma das formas de irmos é através da intercessão.
Vamos caminhar juntos pelo mundo. Em cada mês teremos um país diferente para intercedermos. Compartilharmos com você algumas necessidades desses lugares e queremos que você sinta-se livre para buscar do pai coisas novas que Ele quer dividir com você.
Somália
Pais localizado no continente africano onde o islamismo é a religião oficial, com raras exceções. A Somália é uma das nações mais pobres do mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A Maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, dependendo dos programas de ajuda humanitária. Extremistas têm acusado organizações cristãs de ajudar humanitária de aproveitarem-se do caos no país para divulgar o evangelho, com isso eles têm atacado e perseguido os cristãos severamente.
Ore: 
  • Pelo povo somalis que vive com poucas condições de vida, lutando dia a dia para sobreviver devido á falta de recursos.
  • Pelas agências missionárias que tem sofrido sérias perseguições e ameaças de morte.
  • Pelos poucos cristãos existentes lá que vivem em clima de medo e tensão todo tempo.
  • pela instituição de um governo justo, porque até então, a Somália tem sido dirigida por lideres regionais que agem impune e violentamente.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Haiti: Onde está a "poderosa" Igreja Brasileira!!!




Alan Brizotti

As cenas são chocantes: corpos espalhados pelas ruas, gritos sufocados sob escombros, o desespero por uma garrafa de água. Correria, violência, dor. Imagine, por um momento, o que significa olhar ao redor e perceber que tudo aquilo que você chamava de "vida", acabou. Casas e suas pessoas agora são pó e lembranças. As ruas são apenas a mistura estranha de mortos e destroços. Não encontro outra palavra a não ser: devastação.

Um cinegrafista amador captou o momento em que uma mulher, atônita ao observar as chamas de um prédio destroçado bradou desesperada: "o mundo está acabando!" Paradoxo intrigante: começa um novo ano, acaba o mundo dela. Em lágrimas, procurei por pessoas que nunca conheci. Chorei por crianças que nunca abracei. Tentei encontrar meios para, de alguma forma, minimizar o que é absurdo.

Lembrei de Jeremias em suas Lamentações. A devastação de sua amada terra fez seus olhos derramarem-se em fontes. Chorei pelos haitianos porque somos todos humanos, fronteiras, nomes e "raças" são apenas criações imbecis que abraçamos só para dificultar nossos esforços na convivência. Somos todos filhos do pó, filhos da Mãe Terra, filhos amados do Pai. Chorei não apenas como um brasileiro sentado em seu confortável sofá numa distância segura do caos, mas como um humano aflito cuja mesma distância apenas apavora ainda mais.

Em meio a todo o caos, uma fúria me invadiu: onde está a "poderosa" igreja? Aquela que berra todos os dias na televisão sobre seus poderes para curar, exorcizar e angariar muita grana! Aquela dos mega-pastores, mega-empresários, mega-pregadores, mega-cantores, mega-patifes! Aquela dos endinheirados bispos do poder! Aquela dos magnatas da fé que enganam, distorcem as Escrituras e, sob a fachada do sobrenatural, escravizam mentes ávidas pelo espetáculo!

Vejo uma grande mobilização de governos, entidades não-governamentais, civis, a igreja católica e suas pastorais, mas não vejo nada da Poderosa Igreja Evangélica Brasileira! Pense bem no que vou escrever agora: se essa tragédia não servir para mudar radicalmente os rumos da teologia triunfalista da atualidade no Brasil, descretamos a nossa morte!

Depois das atrocidades da Inquisição e do Nazismo, a teologia cristã experimentou novos rumos, se o Haiti e sua absurda tragédia não nos sacudir os alicerces teológicos, é porque já estamos tão mortos quanto os que entram na crescente estatística macabra do terremoto. Quanto dinheiro as igrejas evangélicas brasileiras movimentam por mês? Quanto se gasta com o luxo miserável dessas "pseudo-elites" tupiniquins travestidas de cristãos?

Assim como hoje julgamos pesadamente a Inquisão e o Nazismo, nos julgarão daqui a alguns anos pelo descaso com a natureza, pela insensibilidade com os que sofrem e pela farsa que toleramos socialmente todos os dias.


Vou chorar mais um pouco...