domingo, 28 de fevereiro de 2010

Shockwave 2010 – Uma onda em favor da igreja perseguida!!!


Cerca de 100 milhões de cristãos não tem o mesmo direito de ser livre em sua crença. Mesmo contestados, alvos de violência e preconceito eles não negam sua fé, pelo contrário, sua fé é a sua arma, é a ferramenta que faz com que eles possam prever dias melhores.

Países como a Coréia do Norte, Irã e Arábia Saudita lideram o ranking dos países em que os cristãos são perseguidos. Diante disso, cabe a igreja cumprir seu papel de corpo de Cristo, mãos e pés, braços estendidos em favor do próximo, mesmo que esse próximo esteja muito longe.

Shockwave significa “onda de choque”. Uma onda é uma boa representação para qualquer tipo de movimento (inclusive movimentos com uma mensagem de violência como visto no filme A Onda), e pra nós ela serve como uma forma de alcançar aqueles que nossas mãos não podem tocar. Uma onda de oração. Uma onda profética. Uma onda de clamor. Uma onda de ajuda.

O shockwave é uma onda de oração que acontece anualmente no primeiro final de semana de março. Essa onda reúne jovens de todo mundo para orarem pelos cristãos que estão sendo perseguidos por causa da fé.

Durante o evento, em mais de dez países do mundo, em todos os continentes, jovens se reúnem para orar formando, por causa dos diferentes fuso-horários, uma onda gigante de oração. Isto é SHOCKWAVE
SHOCKWAVE vem sendo realizado desde 2001 com cada vez mais adeptos! 

Em 2009 só no Brasil tivemos mais de 800 grupos de jovens reunidos para orar. Batemos o recorde de mais de 50 nações juntas orando pela Igreja Perseguida.

Cumprindo o que está escrito Hebreus 13:3 “Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles, dos que estão sendo maltratados, como vocês mesmo estivessem sendo maltratados” esse evento precisa nos despertar em fazer algo, tanto por esses que estão longe e também podermos ter a noção de quão livres somos para expressar as boas novas do Reino de Deus.

Em 2010 queremos causar um impacto ainda maior. Você pode fazer parte disso. Aceita o desafio? 
Então já marque a data do SHOCKWAVE 2010: 5 a 7 de março.

Fale com sua liderança, mobilize sua igreja, seus amigos. Não fique de fora dessa grande onda!
Você pode conferir mais informações sobre o Shockwave ao redor do mundo em http://www.odshockwave.org/index.php/br/ e receber informações da igreja perseguida pelas Missões Portas Abertas e no Twitter @underground_PA

AJUDE A DIVULGAR, PARTICIPE, E MOBILIZE A SUA IGREJA PARA PARTICIPAR DESSA ONDA DE ORAÇÂO POR AQUELES QUE SOFREM!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Apenas 2% são cristãos em Belém, cidade onde nasceu Jesus.

O número de cristãos em Belém, cidade considerada o local onde Jesus nasceu, está diminuindo. Há cem anos, cerca de 40% da população da cidade era cristã, agora são 2%.

E, de acordo com algumas previsões, os últimos cristãos deverão deixar a cidade antes de 2025.

"Creio que em alguns dos vilarejos o número de cristãos é zero", disse à BBC Simon Azazian, integrante da Sociedade Bíblica Palestina. "Em Birzavit, por exemplo, 100% eram cristãos, depois (a porcentagem) caiu para 60%, agora são 40% e esse número continua baixando."

Alguns cristãos dizem que esse êxodo se deve ao fundamentalismo islâmico.

"Eles introduzem em nossa cultura e na nossa sociedade uma visão da religião que não tem nada a ver com o nosso contexto e nem com a nossa história", disse à BBC o sacerdote luterano Mitri Raheb.

"Isto não é apenas uma ameaça para a comunidade cristã palestina, mas também para toda a sociedade palestina, já que tentam nos mandar de volta para a Idade Média", acrescentou.

Outros cristãos ressaltam que a decisão de ficar em Belém ou ir embora depende de vários fatores.

"Depende da situação política, que afeta a situação econômica", afirmou George Sa'ada, da Igreja Ortodoxa Grega.

"Antes, estimulávamos os jovens a ficar e trabalhar aqui, mas agora, lamentavelmente, não podemos obrigá-los a ficar porque querem ganhar a vida. Se não tem oportunidade aqui, claro que vão emigrar e procurar uma vida melhor fora", explicou.

Alguns temem que, dentro de 15 anos, os únicos cristãos de Belém serão os milhares de peregrinos que chegam durante o período de Natal.


Fonte: BBC Brasil


Está tudo errado. Na Europa a situação é lamentável também. O cristianismo está em franco declínio. Sobra dinheiro para os aviões de pastores, para as mansões de bispos, os templos faraônicos e os mega espetáculos. E as missões?

Será que o Reino precisa mesmo destes programas de noite inteira na TV, onde um falso evangelho é pregado para a "honra e glória" dos grandes pastores, enquanto o mundo é engolido pelo islã?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A lição de Jó, a Soberania de Deus e a tragédia no Haiti

Imagem: Jó, sua mulher e seus "amigos-da-onça"


Pastor Olavo Ribeiro

O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia e, apesar disso, ainda há pessoas que cometem a tolice de tentar explicar a causa de tragédias como a do terremoto no Haiti. Tornam-se verdadeiros “amigos de Jó” ou amigos-da-onça. O livro nos ensina que a melhor coisa que podemos fazer aos que sofrem é calar a boca, sentar e chorar com eles. Os amigos de Jó foram bem até este ponto (Jó 2:11-13). Quando começaram a tentar explicar o inexplicável, só pioraram a situação e entraram para a História como péssimos amigos.

Hoje, alguns líderes evangélicos tentam explicar a tragédia do Haiti e causam um estrago ainda maior à imagem que muitos fazem de nós: a imagem de que somos um bando de ignorantes que servem a um Deus vingativo.

Diante da tragédia do outro, o melhor modelo é o do samaritano (Lc 10:25-37), o modelo da misericórdia que socorre e não tenta explicar os porquês.

Eu, pessoalmente, creio que Deus é soberano sobre absolutamente tudo. Como harmonizar isso com as tragédias? Não sei. Não tento resolver esta equação porque a Bíblia não resolve. Na eternidade, talvez compreendamos. Enquanto isso, caminhemos por fé, chorando com os que sofrem e servindo-os com o propósito de aliviar a sua dor.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

intercessão de Fevereiro: Somália

Nós podemos ser parte do que Deus está fazendo no Mundo. E Ele conta conosco para isso. O pai tem nos Chamado para irmos às nações. Uma das formas de irmos é através da intercessão.
Vamos caminhar juntos pelo mundo. Em cada mês teremos um país diferente para intercedermos. Compartilharmos com você algumas necessidades desses lugares e queremos que você sinta-se livre para buscar do pai coisas novas que Ele quer dividir com você.
Somália
Pais localizado no continente africano onde o islamismo é a religião oficial, com raras exceções. A Somália é uma das nações mais pobres do mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A Maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, dependendo dos programas de ajuda humanitária. Extremistas têm acusado organizações cristãs de ajudar humanitária de aproveitarem-se do caos no país para divulgar o evangelho, com isso eles têm atacado e perseguido os cristãos severamente.
Ore: 
  • Pelo povo somalis que vive com poucas condições de vida, lutando dia a dia para sobreviver devido á falta de recursos.
  • Pelas agências missionárias que tem sofrido sérias perseguições e ameaças de morte.
  • Pelos poucos cristãos existentes lá que vivem em clima de medo e tensão todo tempo.
  • pela instituição de um governo justo, porque até então, a Somália tem sido dirigida por lideres regionais que agem impune e violentamente.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Haiti: Onde está a "poderosa" Igreja Brasileira!!!




Alan Brizotti

As cenas são chocantes: corpos espalhados pelas ruas, gritos sufocados sob escombros, o desespero por uma garrafa de água. Correria, violência, dor. Imagine, por um momento, o que significa olhar ao redor e perceber que tudo aquilo que você chamava de "vida", acabou. Casas e suas pessoas agora são pó e lembranças. As ruas são apenas a mistura estranha de mortos e destroços. Não encontro outra palavra a não ser: devastação.

Um cinegrafista amador captou o momento em que uma mulher, atônita ao observar as chamas de um prédio destroçado bradou desesperada: "o mundo está acabando!" Paradoxo intrigante: começa um novo ano, acaba o mundo dela. Em lágrimas, procurei por pessoas que nunca conheci. Chorei por crianças que nunca abracei. Tentei encontrar meios para, de alguma forma, minimizar o que é absurdo.

Lembrei de Jeremias em suas Lamentações. A devastação de sua amada terra fez seus olhos derramarem-se em fontes. Chorei pelos haitianos porque somos todos humanos, fronteiras, nomes e "raças" são apenas criações imbecis que abraçamos só para dificultar nossos esforços na convivência. Somos todos filhos do pó, filhos da Mãe Terra, filhos amados do Pai. Chorei não apenas como um brasileiro sentado em seu confortável sofá numa distância segura do caos, mas como um humano aflito cuja mesma distância apenas apavora ainda mais.

Em meio a todo o caos, uma fúria me invadiu: onde está a "poderosa" igreja? Aquela que berra todos os dias na televisão sobre seus poderes para curar, exorcizar e angariar muita grana! Aquela dos mega-pastores, mega-empresários, mega-pregadores, mega-cantores, mega-patifes! Aquela dos endinheirados bispos do poder! Aquela dos magnatas da fé que enganam, distorcem as Escrituras e, sob a fachada do sobrenatural, escravizam mentes ávidas pelo espetáculo!

Vejo uma grande mobilização de governos, entidades não-governamentais, civis, a igreja católica e suas pastorais, mas não vejo nada da Poderosa Igreja Evangélica Brasileira! Pense bem no que vou escrever agora: se essa tragédia não servir para mudar radicalmente os rumos da teologia triunfalista da atualidade no Brasil, descretamos a nossa morte!

Depois das atrocidades da Inquisição e do Nazismo, a teologia cristã experimentou novos rumos, se o Haiti e sua absurda tragédia não nos sacudir os alicerces teológicos, é porque já estamos tão mortos quanto os que entram na crescente estatística macabra do terremoto. Quanto dinheiro as igrejas evangélicas brasileiras movimentam por mês? Quanto se gasta com o luxo miserável dessas "pseudo-elites" tupiniquins travestidas de cristãos?

Assim como hoje julgamos pesadamente a Inquisão e o Nazismo, nos julgarão daqui a alguns anos pelo descaso com a natureza, pela insensibilidade com os que sofrem e pela farsa que toleramos socialmente todos os dias.


Vou chorar mais um pouco...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Haiti Clama por Paz, Libertação e Vida

Resolvi postar um artigo sobre o Haiti, já que a desgraça que este povo tem sofrido não pode passar batido. O texto a seguir não é novo, é de março de 2007, escrito por um coordenador de missões da JMM, mas nos dá um panorama de como estava a igreja nesse país. O que mais me impressiona é que nem todo o dinheiro do mundo pode ajudar esse país se esse povo não se arrepender.  O que pode nos dar a falsa impressão de sermos mais “crentes”, mais “convertidos”, o que também não é verdade. Mas pode sim nos dar uma visão de como somos egoístas e religiosos, a começar por mim. É tão bom termos a certeza da salvação, mas já parou pra pensar que de uma só vez pelo menos 100 mil pessoas podem ter ido pro inferno. Será que nós, religiosos, queremos pensar sobre isso?
Que o Reino de Deus se estabeleça sobre o Haiti.


Haiti Clama por Paz, Libertação e Vida
No mês de dezembro de 2006 tivemos a oportunidade de visitar o Haiti. Já há alguns anos esse país tem sido alvo das orações e dos planos da Junta de Missões Mundiais para que se torne mais um campo missionário dos batistas brasileiros.
Foram oito dias de experiências marcantes que de muito valerão para nosso ministério e futuras relações entre os batistas do Brasil e do Haiti. Religiosidade, pobreza, alegria. Assim podemos caracterizar a vida do povo haitiano.

Religiosidade
A primeira impressão que tivemos do país é que se trata de um povo extremamente religioso. Logo se vê carros, casas, comércios e outros estabelecimentos que levam temas e versículos bíblicos. É comum encontrarmos nos carros expressões do tipo: “É do Senhor”, “Deus me deu”, “Jeová é a nossa força”, “Não esqueças que és pó”. Não é difícil ver fachadas com palavras como “Alfa e Ômega”, “Deus é o Senhor”, “Amor de Deus” etc. Além disso, é possível ver, nas manhãs de domingo, um número elevado de pessoas acorrendo às várias igrejas da cidade, sejam católicas ou evangélicas.
Presume-se que o Haiti tenha cerca de 30% de evangélicos, e isso pode ser confirmado pela quantidade de igrejas espalhadas por todo o país. São Igrejas Batistas, Assembléias de Deus, Metodistas, Igreja do Nazareno, Igreja de Deus, Congregacional, Presbiterianas, entre outras. Em geral, as igrejas são tradicionais, seguindo modelos americanos de culto, embora haja muita alegria e liberdade na expressão litúrgica, no típico estilo africano. Há pelo menos quatro missões batistas estabelecidas no país: Missão Evangélica Batista do Haiti (UEBH), Missão Evangélica Batista Luz do Haiti (UEBLH), Convenção Batista do Haiti (CBH) e Missão Evangélica Conservadora do Haiti (MEBH), além de igrejas independentes espalhadas por todo o país. Fato interessante é que, como outras igrejas evangélicas, as missões batistas têm hospitais, escolas, faculdades, seminários, além de vários projetos sociais. No passado os missionários norte-americanos em muito contribuíram para essas missões, sendo reduzido hoje o número de obreiros presentes no país.

Pobreza extrema
O Haiti é o país mais pobre das Américas. Grande parte da população vive com menos de dois dólares (R$ 4,20) por dia. Cerca de meio milhão de crianças estão fora da escola e existe menos de um médico para cada 10.000 habitantes no país. Fora os países africanos, é o que tem o maior índice de contaminados pelo vírus HIV. O analfabetismo é alarmante, alcançando 60% da população. Andando pelas ruas da capital, Porto Príncipe, pode-se ver de tudo. A feira livre – onde se vendem desde roupas até comida e animais – funciona ao lado de montanhas de lixo em ruas cheias de lama. Uma multidão divide os espaços com carros e animais, sendo comuns os congestionamentos infindáveis. Mulheres lavam roupas nos poucos rios do país, outras cozinham a parca comida de que ocasionalmente dispõem.

O desafio
Apesar da forte presença evangélica no país, o Haiti é um grande desafio. A pobreza material, somada à carência espiritual, é uma realidade. O povo é religioso, mas está distante do Deus vivo. O vodu (desenvolvimento do espiritismo e da feitiçaria da África Ocidental, parecido com o candomblé) é a religião tradicional do país, sendo praticado por todos os círculos sociais, atingindo inclusive os crentes (é comum estes não quererem falar sobre o assunto quando são indagados). Já os não-cristãos temem o poder dos feiticeiros e dos espíritos familiares que podem transformar um desobediente em zumbi (espécie de morto-vivo que se torna escravo do sacerdote vodu). O Haiti vive imerso na miséria material em parte decorrente da escravidão espiritual que há séculos assola
a nação.
As igrejas ainda não conseguiram influenciar decididamente a sociedade haitiana e necessitam de uma nova visão de ministério, baseada no discipulado e na libertação do medo dos espíritos. Além disso, precisam de ajuda para cumprir a sua missão social, aliás, marca característica daquelas igrejas (muitas têm, ao lado do templo, uma escola primária). A juventude haitiana vive, em geral, à margem das oportunidades, sem muitas perspectivas e tornando-se alvo frágil frente às drogas e à prostituição. A presença de organizações não-governamentais (ONGs) é sinal de que minorar a pobreza daquele povo deve estar nas prioridades das missões estrangeiras.
Mayrinkellison Peres Wanderley
Coordenador da Região das Américas da JMM

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O significado do Natal para Cristo.

Hermes Fernandes

Natal é a história de um Deus que Se esvazia, abre mão de Sua glória, para sair ao encontro de Sua criatura extraviada.
Nesta época do ano, muitos textos são usados como base para os sermões natalinos. Amo todos eles. Gosto dos detalhes oferecidos por Lucas. Aprecio a ponte que Mateus faz entre os acontecimentos e as profecias. Inspiro-me na ousadia de João ao expor a origem divina e atemporal do Messias. Mas para mim, o texto que melhor revela o propósito do Natal foi escrito por Paulo e está registrado em Filipenses, capítulo 2.
Paulo não se atém ao significado da encarnação de Cristo para os homens, mas aborda o seu significado para o próprio Cristo.
De acordo com o apóstolo, devemos ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (v.5). A partir desta admoestação, Paulo nos abre um leque e nos descortina o que representou tal experiência para Jesus.
1 – “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus...” – Para nos redimir, Cristo teve que tomar a contramão. O pecado inaugural foi ceder ao apelo da serpente, que dizia: “Sereis como Deus...” (Gn.3:5b). Para reverter isso, Jesus teve que recapitular a mesma história, embora em cenários diferentes. Diferente do primeiro homem, Ele não usurpou ser igual a Deus, ainda que fosse “em forma de Deus”. Em vez de agir com autonomia, Ele preferiu colocar-Se numa posição de total dependência do Pai, obedecendo-O em tudo (Jo.8:28-29; 12:49).
2 – “...mas a si mesmo se esvaziou...” – Lá estava Ele, deitado numa manjedoura, chorando como um bebê qualquer. Deus vazio! Deixou Seu trono de glória para hospedar-Se por nove meses no ventre de uma mulher. O Deus Onipresente confinado e protegido numa placenta, nadando no líquido amniótico. O Criador dos buracos negros, das passagens dimensionais existentes no Cosmos, teve que passar pela mesma fresta apertada por onde todo ser humano passa num parto natural. O ambiente em que nascera era fétido, sem as mínimas condições higiênicas que oferecesse conforto e segurança, tanto à parturiente, quanto ao recém-nascido. Em vez de cânticos angelicais, o que se ouviu foi o barulho característico dos animais que ali eram guardados. O Deus que fez os céus e a terra, e que mantém cada partícula do Universo pela Palavra do Seu poder, agora estava ali, frágil, vulnerável, inaugurando Seus pulmões com um choro estridente. Quem deve ter dado aquela palmada básica no bumbum do menino Deus? Não havia nenhum obstetra de plantão em Belém! Nem mesmo uma parteira experiente. É plausível acreditar que o próprio José tenha feito o trabalho, aparando o menino.
3 – “...tomando a forma de servo...” – Jesus Se identificou com as camadas mais pobres da sociedade. Embora pertencente a uma estirpe real (por isso era chamado “Filho de Davi”), teve que trabalhar desde cedo, aprendendo o ofício de Seu pai adotivo. Aquele que modelou as montanhas e os vales da Terra, agora tinha que aprender a arte da carpintaria.
4 – “...fazendo-se semelhante aos homens...”- Ele não era um embuste. Era 100% humano (embora em Sua essência fosse 100% Deus). Por isso, teve fome e sede, como demonstrado na tentação no deserto (Mt. 4). Se não fosse assim, Sua cruz seria uma encenação. A única coisa que O diferenciava dos demais humanos era o fato de jamais ter pecado (Hb.4:15).
5 – “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo...” – Do Trono Celestial para o ventre de Maria. Do ventre para a manjedoura. Da manjedoura para a vida serviçal. De lá para o deserto. Do deserto para as ruas empoeiradas dos subúrbios da Galiléia. Sua próxima escala antes da Cruz seria a bacia. Numa atitude inusitada, Jesus toma uma bacia e uma toalha, despe-Se aos olhos dos Seus discípulos, e lava-lhes os pés. Aquela era uma tarefa para os escravos. Aquele que criara os oceanos, e projetara as mais lindas praias, agora usava uma bacia rasa para banhar os pés dos Seus discípulos. Antes que as autoridades judias e romanas O humilhassem publicamente, Ele humilhou-Se a Si mesmo.
6 – “...sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” – Sua próxima parada seria um jardim. Um cenário bem parecido com aquele em que o primeiro homem preferiu rebelar-se contra o seu Criador. Jesus, o segundo Adão, tinha a oportunidade de reverter a maldição, obedecendo a Deus até as últimas conseqüências, abrindo mão de Sua própria vida. A atenção do Universo se voltou para aquele lugar. Era o momento decisivo. Jesus sofreria Sua última tentação. Enquanto Seus discípulos dormiam, deu-se o embate mais importante da história do Cosmos. O destino de cada partícula subatômica dependia do resultado desse embate. Os pássaros silenciaram-se. O vento aquietou-se. Os anjos prenderam a respiração. Suspense! Jesus pondera e apela: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” Os anjos engoliram a seco. E agora? Deixem que o Filho de Deus complemente Seu pedido: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt. 26:39). Onde o homem falhou, o Novo Homem venceu. O caminho da redenção estava aberto. O cosmos respirou aliviado. O que já houvera sido decidido na Eternidade, agora encontrou eco dentro do tempo e do espaço. A obediência de um reverteu para sempre o efeito causado pela desobediência de outro (Rm.5:19).
7 – “Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai”(vv.9-11). Percebe que Paulo omite a ressurreição e a ascensão de Cristo? Da Cruz, ele vai direto para a exaltação. Por que? Alguém poderá dizer que aqui estão subentendidos tanto a ressurreição, quanto a ascensão. Pode ser que sim. Mas prefiro acreditar que Paulo percebeu que a exaltação de Cristo Se deu na Cruz. Não estou diminuindo o peso da ressurreição. Apenas demonstrando que o que deveria ser considerado vergonhoso, Deus declarou como o mais glorioso evento da História. Foi lá no madeiro que Deus fez convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão terra (Ef.1:10; Cl.1:20). Foi também lá que Ele triunfou e despojou os principados e potestades, expondo-os publicamente ao desprezo (Cl.2:15). Foi na Cruz que Deus O exaltou! Sua ressurreição e ascensão são conseqüência desta exaltação. Mesmo em Seu corpo glorioso, as cicatrizes dos cravos são mantidas. E não duvido que abaixo da coroa de glória, ainda se vêem as cicatrizes deixadas pela coroa de espinho. Essa é a Sua glória! Quando Jesus pediu ao Pai que lhe restituísse a glória que tinha antes da fundação do mundo, Ele estava falando da glória da Cruz, pois o Cordeiro foi morto antes dos tempos eternos. A Cruz não foi um acidente de percurso. A Cruz é eterna! Por isso, na visão de João em Apocalipse, o trono de Deus é ocupado por um Cordeiro “como tendo sido morto”.
É na Cruz que o tempo e a eternidade se cruzam. O Cronos e o Kairós contraem matrimônio. Do ponto de vista histórico, não se pode dissociar a cruz da manjedoura. Aqueles que afirmam que não devemos celebrar o Natal de Jesus, mas unicamente a Sua morte, estão cometendo um grande engano. Ser inimigo da manjedoura é também ser inimigo da Cruz (Fp.3:18).
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Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Arqueólogo Afirma ter encontrado a casa em Nazaré do tempo em que Jesus foi Criança.


Postal de Nazaré - Israel

Quase na véspera do Natal, segunda-feira, dia 21, arqueólogos revelaram uma descoberta, que afirmaram ser os restos de uma primeira habitação, datada da época de Jesus Cristo. Ainda não se sabe com certeza o tamanho da construção. Foram desenterrados 900 metros quadrados da casa, mas julga-se ter sido ocupada por uma família grande. O importante achado ocorreu quando construtores escavaram um antigo convento para dar lugar a um novo centro cristão.
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A casa sugere que o vilarejo era uma espécie de subúrbio, com 50 residencias em uma área de quatro hectares. “É evidente que foi moradia de judeus de parcos recursos, gentes que mantiveram grutas camufladas para se esconderem dos invasores romanos”, afirmou o arqueólogo Yardena Alexandre, diretor de escavações da Autoridade de Antiguidades de Israel. Tal conclusão foi feita devido a ausência de restos de vasos de vidro ou de produtos importados, a falta desses utensílios, segundo o arqueólogo, sugerem que a família não era abastada.
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Acredita-se que a descoberta da construção seja a antiga aldeia de Nazaré, e que esta descoberta lançará nova luz sobre o período da primeira era cristã, pois revela a provável localidade que era o lugar onde o Novo Testamento informa ter ocorrido o anuncio do anjo a Maria, informando a ela que conceberia o Filho de Deus. Acredita-se que este achado arqueológico dará noções de como era o local onde o menino Jesus viveu. “Cristo poderia ter conhecido a casa”, diz um dos funcionários da equipe de escavadores.
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A equipe de Alexandre também descobriu um esconderijo, uma forma camuflada de entrada de uma gruta com espaço para seis pessoas, pensa-se ter sido usada para que os judeus pudessem se esconder de soldados romanos que lutavam para manter o controle da área. No entanto, não é esquecido que Nazaré não era considerada ponto estratégico para Roma, pois não situava numa colina.
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Grutas-esconderijos, semelhantes, também foram encontradas na parte mais baixa da Galiléia, bem próxima de outra aldeia que consta nas páginas da Bíblia, a vizinha aldeia Caná, onde existe registro de lutas entre os judeus e soldados romanos.
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Também foram encontrados um pátio e um sistema de aproveitamento das águas da chuva, que escorria pelo telhado, para o abastecimento da casa. Além disso, do lado de fora de Nazaré, foi descoberto um cemitério, que agora proporciona uma idéia aproximada da população da aldeia.
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“Isso pode muito bem ter sido um lugar que Jesus e seus contemporâneos estavam familiarizados. Um jovem Jesus pode ter brincado nas dependências e arredores dessa casa com seus primos e amigos. É uma sugestão lógica", disse Alexandre.
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Atualmente, o trabalho dos cientistas é de limpeza das ruínas acima das escavações, para preservar o lugar. A habitação será integrada a um Centro Internacional Cristão, que é construído próxima da descoberta arqueológica, financiada por um grupo de franceses católicos, informou Marc Hodara, da Chemin Neuf, que supervisiona a obra.
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Alexandre afirma que o espaço de escavações será limitado devido a atual densidade populacional de Nazaré, o que torna improvável que os arqueólogos tenham autorização para realizar quaisquer novas escavações na área. Isto significa que a descoberta da habitação será a única representação que ficará para contar a história de como era uma casa durante a infância de Jesus.
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Tão perto do Natal, esta notícia tem agradado os cristãos locais e de todo o mundo e poderá vir a ser um dos mais visitados pontos turísticos da Terra Santa.
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Fonte: Associated Press via AOL
 
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